- Não… Quero… Que… Ele… Vá! - Duda berrou entre grandes soluços fingidos - Ele sempre estraga tudo! - E lançou um riso maldoso por entre os braços da mãe.
Naquele instante a campainha tocou.
-Ah, meu Deus, são eles chegando! - disse tia Petúnia nervosa um minuto depois, o melhor amigo de Duda, Pedro entrou acompanhado da mãe. Pedro era um menino magricela, com cara de rato. Em geral era quem segurava por trás os garotos enquanto Duda batia neles. Na mesma hora Duda parou de fingir que estava chorando.
Meia hora depois, Harry, que não conseguia acreditar em sua sorte, estava sentado no banco traseiro do carro dos Dursley, com Pedro e Duda a caminho do jardim zoológico, pela primeira vez na vida. O tio e a tia não tinham conseguido pensar no que fazer com ele, mas antes de saírem, tio Válter puxara Harry para o lado.
- Estou lhe avisando - disse, aproximando a cara grande e vermelha de Harry - Estou-lhe avisando, moleque, a primeira gracinha que fizer, a primeira, vai ficar preso naquele armário até o Natal.
-Não vou fazer nada - disse Harry - juro…
Mas tio Válter não acreditou nele. Ninguém nunca acreditava.
